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<!DOCTYPE pubsTopic PUBLIC "-//PTC//DTD PUBS DITA Topic//EN" "pubsTopic.dtd">
<!--Arbortext, Inc., 1988-2018, v.4002-->



<pubsTopic id="EulerianModels-EE40BD1C" xml:lang="pt_BR">
<title>Modelos Eulerianos e equações de controle</title>
<pubsBody>
<p>Esta seção explica as equações de controle para modelos de volume de fluido (VOF) e multifase de mistura, modelagem de turbulência e limites em fluxos multifase.</p>
<section><title>Equações de controle de multifase gerais</title><p>Na abordagem <cite>Euler-Euler</cite>, supõe-se que diferentes fases ou componentes em um sistema multifase são contínuos de interpenetração, em termos matemáticos, compartilhando a mesma pressão de fluxo. Uma vez que o volume ou espaço físico é compartilhado por todas as fases, o conceito de fração de volume de fase é apresentado para descrever o transporte de fase. Supõe-se que as frações de volume de fase sejam funções contínuas de espaço e tempo e sua soma seja igual a um. As leis conservação são aplicadas para cada fase gerar um conjunto de equações de controle, que são fechadas por relações constitutivas teóricas ou empíricas . A abordagem <cite>Euler-Euler</cite> tem dois tipos de modelo que são usados regularmente:</p><ul>
<li><p>Modelo multifluido não homogêneo ou <cite>euleriano</cite> — Resolve diretamente as equações de controle em cada fase, inclusive na fase de equações de momento, energia, turbulência, espécie e fração de volume. As interações de fase a fase, as transferências interfase de momento, massa, espécie e calor são modeladas por submodelos físicos.</p><p>Usando a fase escalar geral, ϕ<sub>q</sub>, <sub>q</sub> para a fase de q<sup>th</sup>, a equação geral para fase q tem a seguinte forma:</p><fig id="Equation2.54equation2.54-F429AD15">
<image align="center" href="../images_equations/Equation152aa.png" scale="50"/>
<p>equação 2.54</p>
</fig><p>em que <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p>ρ<sub>q</sub></p></entry>
<entry><p>densidade q</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p><image href="../images_equations/Equation154.png" scale="70"/></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>velocidade</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>S<sub>ϕq</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>termo de origem</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>T<sub>ϕq</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>coeficiente de difusão</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-left-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>α<sub>q</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-right-width="0.50pt"?><p>a fração de volume na fase q<sup>th</sup></p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></p><p>e ϕ<sub>q</sub> representa as variáveis dependentes em um sistema de multifase:</p><fig id="Equation2.55equation2.55-F429B2FA">
<image align="center" href="../images_equations/Equation161aa.png" scale="60"/>
<p>equação 2.55</p>
</fig><p>em que <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p>U<sub>q</sub>, V<sub>q</sub>, W<sub>q</sub></p></entry>
<entry><p>componentes de velocidade de fase</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>H<sub>q</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>entalpia total de fase</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>Y<sub>qi</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>fração de massa da espécie "i" na fase q<sup>th</sup> </p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>k</p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>energia cinética turbulenta</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-left-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>ε</p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-right-width="0.50pt"?><p>taxa de dissipação de energia cinética turbulenta para modelos de k-ε</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></p><p>Na <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.54equation2.54-F429AD15" scope="local" type="fig">equação 2.54</xref>, o segundo termo no lado direito representa as trocas interfase. Especificamente, <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><sub>p</sub></p></entry>
<entry><p>fase de p<sup>th</sup></p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>n</p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>número de fases no sistema de multifase</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p><image href="../images_equations/Equation175.png" scale="80"/></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>transferência de massa da fase q<sup>th</sup> para a fase p<sup>th</sup></p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-left-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>Θ<sub>pq</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-right-width="0.50pt"?><p>intercâmbio de fase direto das quantidades de transporte, incluindo momento, energia e espécie</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></p><p>Ao usar submodelos para trocas interfase de espécie, massa, momento e calor, é possível derivar o conjunto completo de equações de controle de fluxo a partir das equações de transporte que são generalizadas aqui.</p></li>
<li><p>Modelo multifase homogêneo — Alternativa simplificada e econômica para o modelo não homogêneo. A abordagem de modelagem homogênea usa a média das equações de controle de fase de fluxo, energia e turbulência para obter um conjunto de equações de transporte de mistura, enquanto as frações de volume de fase continuam resolvidas. Para a grandeza escalar de mistura, ϕ<sub>m</sub>, a equação de controle geral tem a expressão a seguir:</p><fig id="Equation2.56equation2.56-F429B8CC">
<image align="center" href="../images_equations/Equation183a_a.png" scale="75"/>
<p>equação 2.56</p>
</fig><p>em que</p><table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><sub>m</sub></p></entry>
<entry><p>mistura de fases</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-left-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>todas as variáveis com <sub>m</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-right-width="0.50pt"?><p>mistura ou valores médios de fase</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table><p>e <image href="../images_equations/Equation187.png" scale="50"/> é a diferença entre a velocidade de fase q e a velocidade de mistura:<fig>
<image align="center" href="../images_equations/Equation188a_a.png" scale="60"></image>
</fig></p><p>O modelo multifase homogêneo é um caso de limitação do fluxo multifase <cite>Euler-Euler</cite> no qual a taxa de transferência interfase é grande. A suposição básica é que todas as fases compartilham o mesmo campo de pressão. Partindo dessa suposição, o modelo homogêneo simplifica ainda mais o modelo multifluido não homogêneo <cite>euleriano</cite> completo, ao presumir que todas as fases compartilham um campo comum de velocidade, temperatura e turbulência. Essa abordagem é uma boa substituta para o modelo multifluido <cite>euleriano</cite> completo, por sua fácil implementação e economia computacional. Fisicamente, sem a necessidade de modelos de troca interfase nas equações de momento e energia, o desempenho do modelo homogêneo é tão bom quanto o do modelo multifluido completo em casos como fluxos de superfície livre (VOF), cavitação ou outros fluxos multifase altamente misturados.</p><p>No <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/>, o módulo multifase atual adota somente a abordagem de modelagem homogênea. A atenção está focada no fluxo de superfície livre de modelagem (modelo de volume de fluido) e fluxos de duas fases de líquido-gás homogêneos (modelo de mistura). Em princípio, é possível aplicar a capacidade de modelagem para a fase de fluxos n.</p></li>
</ul></section>
<section><title>Modelos VOF e multifase de mistura</title><p>Os modelos de volume de fluido (VOF) e multifase de mistura usam a abordagem de modelagem homogênea. A equação de transporte da fração de volume em cada fase é obtida a partir da <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.54equation2.54-F429AD15" scope="local" type="fig">equação 2.54</xref>. As equações de controle para o momento e energia de mistura são derivadas usando a <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.56equation2.56-F429B8CC" scope="local" type="fig">equação 2.56</xref> e as leis de conservação de massa, momento e energia. O conjunto de equações de controle é apresentado nesta seção. <ul>
<li><p>Equação de fração de volume da fase q</p><p>Na <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.54equation2.54-F429AD15" scope="local" type="fig">equação 2.54</xref>, configurar ϕ<sub>p=1</sub> obtém a equação de fração de volume da fase q:</p><fig id="Equation2.57equation2.57-F429C0F9">
<image align="center" href="../images_equations/Equation192_a.png" scale="80"/>
<p>equação 2.57</p>
</fig><p>onde a taxa de termos de troca de massa, <image href="../images_equations/Equation193.png" scale="50"/> e <image href="../images_equations/Equation194.png" scale="50"/>, representam a magnitude da origem e rechupe para a fase q, respectivamente. Em um processo de transferência de massa interfase, um dos dois termos geralmente é zero. Consulte o exemplo a seguir:</p><p>Em um processo de evaporação, a fase líquida q perde massa, <image href="../images_equations/Equation197.png" scale="50"/> e <image href="../images_equations/Equation198.png" scale="50"/>, enquanto na fase de vapor, <image href="../images_equations/Equation198.png" scale="50"/> e <image href="../images_equations/Equation197.png" scale="50"/>.</p><p>Para o sistema de fase n, a soma de frações de volume de fase satisfaz a restrição física:</p><fig id="Equation2.58equation2.58-F429C2D0">
<image align="center" href="../images_equations/Equation202_a.png" scale="70"/>
<p>equação 2.58</p>
</fig><p>Ou a conservação de massa total:</p><fig id="Equation2.59equation2.59-F429C40A">
<image align="center" href="../images_equations/Equation203_a.png" scale="70"/>
<p>equação 2.59</p>
</fig><p>em que as quantidades de mistura são definidas a seguir: <ul>
<li><p>Volume: Densidade de mistura média</p><fig id="Equation2.60equation2.60-F429C53C">
<image align="center" href="../images_equations/Equation204_a.png" scale="65"/>
<p>equação 2.60</p>
</fig></li>
<li><p>Massa: Velocidade de mistura média</p><fig id="Equation2.61equation2.61-F429C67B">
<image href="../images_equations/Equation205_a.png" scale="60"/>
<p>equação 2.61</p>
</fig></li>
</ul></p></li>
<li><p>Equação de momento de mistura — Obtida pela soma das equações de momento individuais para todas as fases no sistema. A partir da <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.56equation2.56-F429B8CC" scope="local" type="fig">equação 2.56</xref>, ao definir <image href="../images_equations/Equation206.png" scale="100"/>, temos </p><fig id="Equation2.62equation2.62-F429C943">
<image align="center" href="../images_equations/Equation224_newa.png" scale="70"/>
<p>equação 2.62</p>
</fig><p>em que as quantidades de mistura são definidas a seguir: <ul>
<li><p>Viscosidade de mistura média do volume:</p><fig id="Equation2.63equation2.63-F429CA60">
<image align="center" href="../images_equations/Equation225_newa.png" scale="70"/>
<p>equação 2.63</p>
</fig><p>O coeficiente de difusão Γ na <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.62equation2.62-F429C943" scope="local" type="fig">equação 2.62</xref> é calculado usando a viscosidade dinâmica de mistura μ e a viscosidade turbulenta μ<sub>t</sub>. Os dois últimos termos no lado direito representam a transferência de momento direta e a troca de momento induzida por transferência de massa. Eles são determinados pelas velocidades de descompasso de fase, <image href="../images_equations/Equation229__new.png" scale="100"> </image> definidas como:</p><fig id="Equation2.69equation2.69-F429CE1E">
<image align="center" href="../images_equations/Equation230_newaa.png" scale="40"/>
<p>equação 2.69</p>
</fig><p>Na abordagem homogênea, é possível modelar esta velocidade de descompasso usando um modelo algébrico. Entretanto, no modelo de mistura e VOF atual, supõe-se um não escorregamento entre as fases: <fig id="Equation-F429CFA0">
<image align="center" href="../images_equations/Equation231_newaa.png" scale="40"></image>
</fig></p><p>Portanto, os termos da troca de momento são zero.</p></li>
<li><p>Equação de energia de mistura</p><p>Sem o escorregamento de velocidade, a equação de energia para a mistura tem a seguinte forma: </p><fig id="Equation2.70-F402DC1B">
<image align="center" href="../images_equations/Equation232_newa.png" scale="70"/>
<p>equação 2.70</p>
</fig><p>em que as variáveis de mistura são definidas a seguir: </p><ul>
<li><p>Volume: Condutividade de calor média</p><fig id="Equation2.71equation2.71-F429D28E">
<image align="center" href="../images_equations/Equation233_newa.png" scale="70"/>
<p>equação 2.71</p>
</fig></li>
<li><p>Massa: Energia e entalpia de mistura média</p><fig id="Equation2.72equation2.72-F429D499">
<image align="center" href="../images_equations/Equation234_newa.png" scale="70"/>
<p>equação 2.72</p>
</fig><p>Na <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.70-F402DC1B" scope="local" type="fig">equação 2.70</xref> de energia de mistura, o termo de aquecimento viscoso, <image href="../images_equations/Equation235_new.png" scale="100"/>, é calculado como no fluxo de única fase e S<sub>E</sub> é a fonte térmica externa/do usuário total.</p><p>O último termo no lado direito é a transferência térmica de interface causada pela transferência de massa. Partindo da suposição de que as fases compartilham a mesma temperatura, L<sub>gp</sub> depende da definição de H<sub>q</sub> e H<sub>p</sub> na equação de energia resolvida.</p><p>Conforme descrito no módulo <xref format="dita" href="..\Heat\Definition.dita" scope="local" type="pubsTopic">Calor</xref>, a entalpia estática de um material consiste em duas partes: entalpia de referência de estado padrão e entalpia sensível.  Supondo que a fase q seja líquida e a fase p seja vapor, as entalpias estáticas totais de fase seriam: </p><fig id="Equation2.73equation2.73-F429D6A8">
<image align="center" href="../images_equations/Equation240_newa.png" scale="80"/>
<p>equação 2.73</p>
</fig><fig id="Equation2.74equation2.74-F429D81D">
<image align="center" href="../images_equations/Equation241_newa.png" scale="80"/>
<p>equação 2.74</p>
</fig><p>em que</p><table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p>p<sub>ref</sub></p></entry>
<entry><p>pressão da referência</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>T<sub>ref</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>temperatura de referência</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-left-width="0.50pt"
border-right-width="0.50pt"?><p>h<sub>q,ref</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-bottom-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>entalpias de referência de estado padrão da fase q</p></entry>
</row>
<row>
<entry><?PubTbl cell border-left-width="0.50pt" border-right-width="0.50pt"?><p>h<sub>p,ref</sub></p></entry>
<entry><?PubTbl cell border-right-width="0.50pt"?><p>entalpias de referência de estado padrão da fase p</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table><p>A diferença das entalpias de referência </p><fig id="Equation2.75equation2.75-F429D9A9">
<image align="center" href="../images_equations/Equation246_newa.png" scale="80"/>
<p>equação 2.75</p>
</fig><p>é o calor latente na temperatura de referência de T<sub>ref</sub> e de pressão p<sub>ref</sub>. </p></li>
<li><p>Incluindo a entalpia de referência padrão: </p><p>Na <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.70-F402DC1B" scope="local" type="fig">equação 2.70</xref>, se a entalpia H é a entalpia de mistura total, temos </p><fig id="Equation2.76equation2.76-F429DE57">
<image align="center" href="../images_equations/Equation250_newa.png" scale="50"/>
<p>equação 2.76</p>
</fig><fig id="Equation2.77-F429DF9C">
<image align="center" href="../images_equations/Equation251_newa.png" scale="50"/>
<p>equação 2.77</p>
</fig><p>Então, a diferença causada pelas entalpias de formação de fase ou o calor latente L<sub>pq</sub> já foi incluída na equação de energia. A quantidade é definida como zero: </p><p>L<sub>pq</sub>=0</p><p>A transferência térmica causada pela transferência de massa, que é o último termo no lado direito na <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.70-F402DC1B" scope="local" type="fig">equação 2.70</xref>, é igual a zero na equação de energia de mistura.</p></li>
<li><p>Excluindo a entalpia de referência padrão: </p><p>Em um solver CFD, a entalpia total não é resolvida diretamente. Em vez disso, somente a entalpia sensível relativa à temperatura de saturação é incluída na entalpia resolvida e na energia interna:</p><fig id="Equation2.79equation2.79-F42A0389">
<image align="center" href="../images_equations/Equation254_newa.png" scale="70"/>
<p>equação 2.79</p>
</fig><fig id="Equation2.80-F42A06DB">
<image href="../images_equations/Equation255_newa.png" scale="70"/>
<p>equação 2.80</p>
</fig><p>Então, L<sub>pq</sub> não é zero. Ele deve ser o calor latente:</p><fig id="Equation2.81-F42A08B1">
<image align="center" href="../images_equations/Equation257_newa.png" scale="45"/>
<p>equação 2.81</p>
</fig><p>em que</p><fig id="Equation2.82-F42A0A8D">
<image href="../images_equations/Equation258_newa.png" scale="50"/>
<p>equação 2.82</p>
</fig><fig id="Equation2.83-F42A0BA3">
<image align="center" href="../images_equations/Equation259_newa.png" scale="60"/>
<p>equação 2.83</p>
</fig><p>No <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/>, a entalpia de referência de estado padrão é considerada automaticamente por default. Nenhuma entrada do usuário é necessária. </p></li>
</ul></li>
</ul></p></li>
</ul></p></section>
<section><title>Modelos de turbulência</title><ul>
<li><p>Modelos de turbulência k-ε de mistura</p><p>Nos modelos de volume de fluido (VOF) e multifase de mistura, o efeito da turbulência na mistura de fases leva em conta as extensões nos modelos de turbulência de única fase. Os modelos de turbulência e os tratamentos próximos a paredes, descritos no módulo <xref format="dita" href="..\Turbulence\Introduction.dita" scope="local" type="pubsTopic">Turbulência</xref>, são estendidos para os fluxos multifase no <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/>. Com as quantidades de fluxo de mistura, os modelos padrão e de k-ε RNG têm as mesmas formas gerais que os modelos de turbulência de fase única:</p><fig id="Equation2.84-F42A0FBB">
<image align="center" href="../images_equations/Equation208_a.png" scale="50"/>
<p>equação 2.84</p>
</fig><fig id="Equation2.85-F42A10FC">
<image align="center" href="../images_equations/Equation209_a.png" scale="45"/>
<p>equação 2.85</p>
</fig><p>em que a densidade de mistura ρ, a velocidade <image href="../images_equations/Equation211.png" scale="100"> </image> e a viscosidade molecular μ são calculadas a partir dos respectivos valores de fase usando relações na <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.60equation2.60-F429C53C" scope="local" type="fig">equação 2.60</xref>, <xref format="dita" href="#EulerianModels/Equation2.61equation2.61-F429C67B" scope="local" type="fig">equação 2.61</xref> e <xref format="dita" href="EulerianModels.dita#EulerianModels-EE40BD1C/Equation2.63equation2.63-F429CA60" scope="local" type="fig">equação 2.63</xref> respectivamente; S<sub>k</sub> e S<sub>ε</sub> incluem possíveis origens externas e do usuário, além de origens de interação de fase. A viscosidade turbulenta para mistura, μ<sub>t</sub> é calculada diretamente a partir da expressão:</p><fig id="Equation2.86-F42A133D">
<image href="../images_equations/Equation216_a.png" scale="40"/>
<p>equação 2.86</p>
</fig><p>enquanto a produção de cinética turbulenta é calculada com base na mistura viscosidade turbulenta e gradientes de velocidade:</p><fig id="Equation2.87-F4061720">
<image align="center" href="../images_equations/Equation217_a.png" scale="50"/>
<p>equação 2.87</p>
</fig><p>em que S é o módulo da taxa de deformação média da mistura, <image align="center" href="../images_equations/Equation255a.png" scale="50"> </image></p><p>A viscosidade turbulenta para a fase q pode ser calculada da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.871equation2.87-01F08BB0">
<image align="center" href="../images_equations/Equation256_a.png" scale="50"/>
<p>equação 2.87</p>
</fig></li>
<li><p>Efeito da difusão turbulenta</p><p>Para fluxos turbulentos multifase, uma força turbulenta de dispersão ocorre ao obter a média do termo de arrasto interfacial instantâneo, que funciona como o da difusão de fase. O modelo multifluido <cite>euleriano</cite> não homogêneo geralmente considera esse efeito turbulento como uma força de interfase adicional, determinada pelos gradientes de frações de volume de fase, em equações de momento de fase. No entanto, esse efeito turbulento também pode ser modelado se for diretamente considerado como um termo de difusão turbulenta nas equações de fração de volume de fase. Ao dividir <image align="center" href="../images_equations/pq.png" scale="50"></image> e agrupar todas as origens como <image align="center" href="../images_equations/qsum.png" scale="50"></image> (a soma da transferência de massa interfase e das origens de massa externas), obtém-se a equação de controle a seguir para a fração de volume da fase q em fluxos turbulentos: </p><fig>
<image href="..\images_equations\Equation259b_a.png" scale="50"></image>
</fig><p>em que o primeiro termo do lado direito é o termo de difusão turbulenta na fase q, que deve obedecer à restrição a seguir para que a conservação de massa total seja satisfeita:</p><fig>
<image href="..\images_equations\Equation260b_a.png" scale="50"></image>
</fig><p>Os termos de difusão turbulenta normalmente são implementados como uma opção. Não são incluídos por default.</p></li>
</ul></section>
<section><title>Modelagem de limites multifase</title><p>Nos modelos de volume de fluido (VOF) e multifase de mistura, as condições de limite para equações de fluxo e energia são as mesmas dos fluxos de única fase. Elas são descritas nos módulos <xref format="dita" href="..\Flow\Introduction.dita" scope="local" type="pubsTopic">Fluxo</xref> e Calor. Para frações de volume de fase, somente os valores fixos e de gradiente zero são aplicados a seguir: <ul>
<li><p>Limite da entrada de fase n</p><p>Para (n-1) fases, as frações de volume de entrada são predeterminadas, enquanto a n<sup>ésima</sup> fase é obtida usando a restrição física: </p><fig id="Equation2.88-F42A1696">
<image align="center" href="../images_equations/Equation273_newa.png" scale="45"/>
<p>equação 2.88</p>
</fig><fig id="Equation2.89-F42A1828">
<image align="center" href="../images_equations/Equation274_newa.png" scale="25"/>
<p>equação 2.89</p>
</fig><p>E a fração de volume em cada fase não pode ser negativa.</p></li>
<li><p>Limite de saída/simetria/parede</p><p>Para (n-1) fases, as condições de gradiente zero aplicam-se para todos os limites de saída, simetria e parede, enquanto a n<sup>ésima</sup> fase é obtida usando a restrição física:</p><fig id="Equation2.90-F42A1B9A">
<image align="center" href="../images_equations/Equation224_a.png" scale="45"/>
<p>equação 2.90</p>
</fig><fig id="Equation2.91-F42A1CAB">
<image align="center" href="../images_equations/Equation274_newa.png" scale="25"/>
<p>equação 2.91</p>
</fig><p>As equações de controle, os modelos de turbulência e as condições de limite acima formam a base dos modelos homogêneos de VOF e multifase de mistura. Sem os termos de origem externos ou do usuário e transferências de massa interfase, eles são um sistema fechado de equações e são resolvidos numericamente usando um solver multifase de volume finito com base em pressão. Várias aplicações práticas requerem submodelos específicos, como força de tensão da superfície em modelos de VOF e transferências de massa interfase, para capturar com precisão os respectivos fenômenos físicos e processos. Em vez de juntar os submodelos em origens externas ou do usuário, recomenda-se incluí-los diretamente nos modelos integrados.</p></li>
</ul></p></section>
</pubsBody>
</pubsTopic>
