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<!DOCTYPE pubsTopic PUBLIC "-//PTC//DTD PUBS DITA Topic//EN" "pubsTopic.dtd">
<!--Arbortext, Inc., 1988-2018, v.4002-->



<pubsTopic id="DiscreteParticleModel-53D17D91" xml:lang="pt_BR">
<title>Modelo de partícula discreta</title>
<pubsBody>
<p>No modelo de partícula discreta, o fluxo da fase dispersa é modelado pelo rastreamento de um número especificado de partículas por meio da fase fluida contínua. No <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/>, o modelo tem as suposições e restrições a seguir:<ul>
<li><p>Número definido de partículas esféricas pela fase de fluxo fluido contínuo. As partículas são definidas como <uicontrol>Tem massa</uicontrol> ou <uicontrol>Sem massa</uicontrol>.</p></li>
<li><p>Um raio especificado na posição e no tempo de liberação determina o tamanho da partícula, que permanece inalterado. A interação de partícula-partícula pode ser ignorada.</p></li>
<li><p>As partículas interagem com o fluxo de fluido e os limites de parede. O volume de uma partícula não desloca o fluido (frações de volume baixo na fase de partícula) nem interfere com a geometria (uma partícula muito grande ajusta-se ao passar por uma brecha menor).</p></li>
<li><p>Nenhuma transferência de calor e massa ocorre entre a fase fluida contínua e as partículas. Supõe-se que a temperatura de partícula seja igual à temperatura local do fluxo de fluido.</p></li>
</ul></p>
<p>De acordo com essas suposições, o movimento de cada partícula individual é rastreado usando a abordagem lagrangiana. O rastreamento é realizado pela formação de um conjunto de equações diferenciais ordinárias em função do tempo para cada partícula, consistindo de equações para posição e velocidade. Em seguida, essas equações são integradas para calcular a reação das partículas ao atravessar o domínio de fluxo. As características da abordagem de modelagem de partícula no <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/> são as seguintes:</p>
<ul>
<li><p>O modelo de partícula discreta segue a abordagem de Euler-Lagrange. A fase fluida é tratada como um contínuo ao resolver a continuidade e as equações de Navier-Stokes. A fase dispersa é resolvida rastreando o movimento de cada partícula individual usando a abordagem de Lagrange. A fração do volume usado pelas partículas não está incluída no cálculo de fase contínua.</p></li>
<li><p>As partículas definidas como <uicontrol>Sem massa</uicontrol> movem-se com o fluxo de fluido ou seguem as linhas de fluxo do campo de fluxo. O tamanho ou o raio da partícula não impacta no fluxo ou nas partículas e serve somente para exibição.</p></li>
<li><p>Para as partículas definidas como <uicontrol>Has Mass</uicontrol>, a massa é determinada pelos valores especificados para o raio ou diâmetro da partícula e densidade da partícula. As forças que atuam em uma partícula, que determinam o movimento de partículas, incluem o arrasto (força inercial) e a gravidade entre partícula e fluido. As forças de dispersão de turbulência em partículas não são consideradas. O tamanho da partículas influencia as forças de arrasto e o pós-processamento entre partícula e fluido.</p></li>
<li><p>A troca de momento entre a fase fluida e as fases de partícula discreta é modelada de acordo com o seguinte:<ul>
<li><p>Acoplamento unidirecional — Somente a fase fluida afeta os movimentos de partículas.</p></li>
<li><p>Acoplamento bidirecional — As partículas também afetam o fluxo de fluido por meio de forças de arrasto entre partícula e fluido.</p></li>
</ul></p></li>
<li><p>As interações entre parede e partícula são modeladas usando modelos de parede de partícula, como adesão, reflexo perfeito e reflexo parcial.</p></li>
<li><p>A fase fluida pode ser estável e não estável, mas o rastreamento de partículas é um processo transiente que envolve a integração de caminhos de partícula pelo domínio discretizado. Nessa abordagem, as partículas individuais são liberadas ou injetadas a partir de locais especificados em diferentes momentos. Cada partícula é rastreada de sua posição de liberação até o destino, onde ela escapa o domínio ou alcança limites de integração específicos. Finalmente, uma média de todos os rastreamentos de partícula é obtida e as interações entre partícula e fluido são calculadas como termos de origem para as equações de momento da fase fluida.</p></li>
<li><p>O caminho percorrido pelas partículas aparece usando o método de rastreamento de linhas de emissão relacionado no módulo <uicontrol>Partícula</uicontrol>.</p></li>
</ul>
<section><title>Teoria do movimento de partículas</title><p>Na abordagem de Lagrange, o movimento de partículas é determinado pelo balanceamento de forças na partícula e as condições sob as quais a partícula é liberada (condições iniciais). Para modelar a fase de partícula discreta, as equações de movimento para partículas são, primeiramente, formadas com base no balanceamento de forças. Em seguida, são especificadas as condições de limite e iniciais para as partículas. Finalmente, a integração da equação de partícula do movimento é realizada para o rastreamento de partículas.</p></section>
<section><title>Equações de movimento para partículas</title><ul>
<li><p>Balanceamento de forças de partículas</p><p>Para uma partícula discreta percorrendo um meio fluido contínuo, o movimento da partícula é determinado pela força efetiva que atua nela. De acordo com a segunda lei de Newton, é possível expressar o balanceamento de forças na partícula usando a forma de Lagrange a seguir:</p><fig id="Equation2.366-587A2D71">
<image href="../images_equations/Equation1226.png"/>
<p>Equação 2.366</p>
</fig><p>em que</p><table>
<tgroup cols="2"><colspec/><colspec/>
<tbody>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1227.png"/></entry>
<entry><p>massa da partícula (kg)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1228.png"/></entry>
<entry><p>velocidade da partícula (m/s)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1229.png"/></entry>
<entry><p>força efetiva atuando na partícula (N), que afeta a aceleração da partícula</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table><p>Em um sistema de coordenadas cartesiano, se<table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p>ponto <image href="../images_equations/Equation1230.png"> </image></p></entry>
<entry><p>local da partícula</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1231.png"/></p></entry>
<entry><p>componentes de velocidade da partícula</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table>Com a abordagem lagrangiana, a velocidade da partícula <image href="../images_equations/Equation1232.png"/> é definida da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.367-587CD8DF">
<image href="../images_equations/Equation1233.png"/>
<p>Equação 2.367</p>
</fig><p>Para uma partícula esférica que ocupa um volume <image href="../images_equations/Equation1234.png"/> com densidade <image href="../images_equations/Equation1235.png"/> e diâmetro <image href="../images_equations/Equation1236.png"/> (o <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/> aceita o raio como entrada), a massa da partícula <image href="../images_equations/Equation1237.png"/> é calculada da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.368-587AFD70">
<image href="../images_equations/Equation1238.png"/>
<p>Equação 2.368</p>
</fig><p>Os fatores que contribuem com a força efetiva <image href="../images_equations/Equation1239.png"/> são a força de arrasto de fluido para partícula, o efeito da gravidade e as forças causadas pela rotação do domínio (forças centrípeta e de Coriolis). Além dos fatores de contribuição adicionais como outras forças causadas pela diferença de velocidade entre partícula e fluido e o deslocamento do fluido pela partícula. No <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/>, <image href="../images_equations/Equation1240.png"> </image> pode ser expressa da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.369-587A24AE">
<image href="../images_equations/Equation1241.png"/>
<p>Equação 2.369</p>
</fig><p>em que </p><table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1242.png"/>
</fig></p></entry>
<entry><p>força de arrasto (N)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1243.png"/>
</fig></p></entry>
<entry><p>força da gravidade (N)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1245.png"/>
</fig></p></entry>
<entry><p>outras forças, como força de massa virtual, força do gradiente de pressão, força de erguimento especificada pelo usuário (n)</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table><p>Por default, somente a força de arrasto na partícula é considerada.</p><p>Ao substituir a <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.369-587A24AE" scope="local" type="fig">equação 2.369</xref> na <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.366-587A2D71" scope="local" type="fig">equação 2.366</xref> e dividi-la por <image href="../images_equations/Equation1246.png"/>, a equação de balanceamento de forças resolvida para uma partícula tem a forma a seguir:</p><fig id="Equation2.370-587A60B7">
<image href="../images_equations/Equation1247.png"/>
<p>Equação 2.370</p>
</fig><p>Para fechar a <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.370-587A60B7" scope="local" type="fig">equação 2.370</xref>, é necessário calcular a contribuição de cada força individual. Os submodelos ou as formulações adotados no <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/> são os seguintes:<ul>
<li><p>Força de arrasto em partículas</p><p>A força de arrasto aerodinâmica em uma partícula é proporcional à velocidade de escorregamento da fase, a diferença entre as velocidades do fluido e da partícula. Pressupondo que, no mesmo espaço em que a partícula está localizada em determinado momento, a velocidade do fluxo de fluido seja igual a <image href="../images_equations/Equation1248.png"> </image>, a força de arrasto será expressa da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.371-587AF018">
<image href="../images_equations/Equation1249.png"/>
<p>Equação 2.371</p>
</fig><p>em que <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1250.png"/></p></entry>
<entry><p>densidade de fase fluida</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1251.png"/></p></entry>
<entry><p>área da partícula projetada na direção do fluxo</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></p><p>Para uma partícula esférica com diâmetro <image href="../images_equations/Equation1252.png"/>, <image href="../images_equations/Equation1253.png"/> é a área máxima da seção cruzada:</p><fig id="Equation2.372-587AF352">
<image href="../images_equations/Equation1254.png"/>
<p>Equação 2.372</p>
</fig><p><image href="../images_equations/Equation1255.png"/> é o coeficiente de arrasto, que depende do número de Reynolds relativo, <image href="../images_equations/Equation1256.png"/>:</p><fig id="Equation2.373-587AEA79">
<image href="../images_equations/Equation1257.png"/>
<p>Equação 2.373</p>
</fig><p>em que <image href="../images_equations/Equation1258.png"> </image> é a viscosidade dinâmica do fluido (Pa-s).</p><p>O coeficiente de arrasto <image href="../images_equations/Equation1259.png"/> é usado para obter resultados experimentais do arrasto viscoso de uma esfera sólida. Várias correlações de modelos ou empíricas são desenvolvidas para determinar a função de arrasto <image href="../images_equations/Equation1260.png"/> (<image href="../images_equations/Equation1261.png"/>) e para estimar a troca entre fluido e partícula. Para partículas esféricas suaves, entre vários modelos, a função <image href="../images_equations/Equation1262.png"/> mais completa é a correlação de Morsi e Alexander, </p><p>Referências: <cite>S. A. Morsi and A. J. Alexander, "An Investigation of Particle Trajectories in Two-Phase Flow Systems", J. Fluid Mech., 55(2) 193–208, September 26 1972.</cite></p><p>que tem a expressão geral a seguir:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1263.png"/>
<p>Equação 2.374</p>
</fig><p>em que <image href="../images_equations/Equation1264.png"> </image>, <image href="../images_equations/Equation1265.png"/> e <image href="../images_equations/Equation1266.png"/> são constantes de modelo, cujos valores dependem do número de Reynolds relativo, como exibido na tabela a seguir:</p><table>
<tgroup cols="4"><colspec colwidth="20%"/><colspec colwidth="10%"/>
<colspec colwidth="10%"/><colspec colwidth="10%"/>
<tbody>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1267.png"/></entry>
<entry><image href="../images_equations/Equation1268.png"/></entry>
<entry><image href="../images_equations/Equation1269.png"/></entry>
<entry><image href="../images_equations/Equation1270.png"/></entry>
</row>
<row>
<entry><p>0 &lt;<image href="../images_equations/Equation1271.png"> </image>&lt;=0.1</p></entry>
<entry><p>0</p></entry>
<entry><p>24</p></entry>
<entry><p>0</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p>0.1 &lt;<image href="../images_equations/Equation1272.png"> </image>&lt;=1</p></entry>
<entry><p>3.690</p></entry>
<entry><p>22.73</p></entry>
<entry><p>0.0903</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p>1&lt;<image href="../images_equations/Equation1273.png"> </image>&lt;=10</p></entry>
<entry><p>1.222</p></entry>
<entry><p>29.1667</p></entry>
<entry><p>-3.8889</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p>10 &lt;<image href="../images_equations/Equation1274.png"> </image>&lt;=100</p></entry>
<entry><p>0.6167</p></entry>
<entry><p>46.50</p></entry>
<entry><p>-116.67</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p>100 &lt;<image href="../images_equations/Equation1275.png"> </image>&lt;=1000</p></entry>
<entry><p>0.3644</p></entry>
<entry><p>98.33</p></entry>
<entry><p>-2778</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p>1000 &lt;<image href="../images_equations/Equation1276.png"> </image>&lt;=5000</p></entry>
<entry><p>0.357</p></entry>
<entry><p>148.62</p></entry>
<entry><p>-47500</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p>5000 &lt;<image href="../images_equations/Equation1277.png"> </image>&lt;=10000</p></entry>
<entry><p>0.46</p></entry>
<entry><p>-490.546</p></entry>
<entry><p>578700</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1278.png"/>&gt;10000</p></entry>
<entry><p>0.5191</p></entry>
<entry><p>-1662.5</p></entry>
<entry><p>5416700</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table><p>A tabela demonstra que, para números de Reynolds de partículas muito baixos (regime viscoso), <image href="../images_equations/Equation1279.png"> </image>, o coeficiente de arrasto para o fluxo que passa por partículas esféricas segue a lei de Stokes:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1280.png"/>
<p>Equação 2.375</p>
</fig><p>Por outro lado, quando <image href="../images_equations/Equation1281.png"/> é suficientemente grande de modo que os efeitos inerciais dominem os efeitos viscosos, o fluxo fluido-partícula segue o regime inercial ou de Newton. Na tabela, é possível observar que o coeficiente de arrasto torna-se menos dependente do número de Reynolds relativo. Além disso, uma constante de valor <image href="../images_equations/Equation1282.png"/> geralmente é usada, em vez do modelo completo de Morsi e Alexander:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1283.png"/>
<p>Equação 2.376</p>
</fig><p>Na região de transição entre os regimes viscoso e inercial, <image href="../images_equations/Equation1284.png"/>, para partículas esféricas, ambos os efeitos viscoso e inercial são importantes. Portanto, o coeficiente de arrasto é uma função complexa do número de Reynolds relativo, que pode ser estimado pelo modelo de Morsi e Alexander ou outras correlações. Por exemplo, de acordo com o modelo de Schiller e Naumann:</p><p>Referências: <cite>L. Schiller and Z. Naumann, "Z. Ver. Deutsch. Ing. 77. 318. 1935.</cite></p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1285.png"/>
<p>Equação 2.377</p>
</fig><p>Para simplificar a expressão do termo de força de arrasto na <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.370-587A60B7" scope="local" type="fig">equação 2.370</xref>, o tempo de relaxação das partículas, <image href="../images_equations/Equation1286.png"/>, é introduzido:</p><fig id="Equation2.378-587AD9B5">
<image href="../images_equations/Equation1287.png"/>
<p>Equação 2.378</p>
</fig><p>Se a <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.368-587AFD70" scope="local" type="fig">equação 2.368</xref>, <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.371-587AF018" scope="local" type="fig">equação 2.371</xref>, <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.372-587AF352" scope="local" type="fig">equação 2.372</xref>, <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.373-587AEA79" scope="local" type="fig">equação 2.373</xref> e <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.378-587AD9B5" scope="local" type="fig">equação 2.378</xref> forem combinadas, a força de arrasto por unidade de massa de partícula terá a formulação a seguir:</p><fig id="Equation2.379-587B457F">
<image href="../images_equations/Equation1288.png"/>
<image href="../images_equations/Equation1289.png"/>
<image href="../images_equations/Equation1290.png"/>
<p>Equação 2.379</p>
</fig><p>Portanto, a equação de balanceamento de forças de partículas default (somente a força de arrasto é considerada) é expressa da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.380-587B4A79">
<image href="../images_equations/Equation1291.png"/>
<p>Equação 2.380</p>
</fig></li>
</ul></p></li>
<li><p>Inclusão do termo de gravidade</p><p>Por default, o termo de gravidade não é incluído na equação de balanceamento de forças de partículas. É possível ativar o termo de gravidade no <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/>. Para uma partícula imersa no fluxo de fluido, o efeito da gravidade resulta em uma força de empuxo, que é igual ao peso do fluido deslocado pela partícula. Pressupondo que <image href="../images_equations/Equation1292.png"/> seja a massa de fluido deslocada pela partícula e <image href="../images_equations/Equation1293.png"/> seja o vetor de gravidade, a força resultante tem a seguinte forma:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1294.png"/>
<p>Equação 2.381</p>
</fig><p>Ou a força por unidade de massa de partícula é a seguinte:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1295.png"/>
<p>Equação 2.382</p>
</fig><p>E a equação de balanceamento de forças tem a seguinte forma:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1296.png"/>
<p>Equação 2.383</p>
</fig></li>
<li><p>Força de rotação em partículas</p><p>Para fluxos de fluido de modelo em um quadro de referência em rotação, o termo de força adicional induzida por rotação <image href="../images_equations/Equation1297.png"/> é parte intrínseca da aceleração da partícula. Ele consiste no efeito das forças de Coriolis e centrípeta:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1298.png"/>
<image href="../images_equations/Equation1299.png"/>
<p>Equação 2.384</p>
</fig><p>Ou a força de rotação por unidade de massa de partícula é a seguinte:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1300.png"/>
<p>Equação 2.385</p>
</fig><p>em que <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1301.png"/></p></entry>
<entry><p>velocidade angular do quadro de referência em rotação</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1302.png"/></p></entry>
<entry><p>vetor conectando o centro do eixo e o local da partícula</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></p><p>Com a adição desse termo de força, a equação de balanceamento de partículas é a seguinte:</p><fig id="Equation2.386-587B7805">
<image href="../images_equations/Equation1303.png"/>
<p>Equação 2.386</p>
</fig><p>A <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.386-587B7805" scope="local" type="fig">equação 2.386</xref> controla o movimento de uma partícula em um sistema de Lagrange quando o fluxo é resolvido em um quadro de referência em rotação.</p></li>
</ul></section>
<section><title>Condições de limite e iniciais para partículas</title><p>Na abordagem de Lagrange, o controle de partículas é um procedimento transiente. Portanto, são necessárias as condições de limite e iniciais para calcular as trajetórias das partículas. As condições de limite definem a reação da partícula nos limites do domínio computacional, particularmente, nas interações entre parede e partícula. As condições iniciais determinam a liberação da partícula a partir dos limites, incluindo posição, frequência, velocidade, tipo de partícula e tamanho (raio) de liberação e o número de partículas.</p></section>
<section><title>Condições de limite</title><p>O <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/> fornece uma condição de limite de fase discreta para determinar a reação de partículas em um limite. Quando uma partícula alcança um limite do domínio de fluxo (incluindo o limite físico e a interface sólido-fluido), por exemplo, uma parede ou um limite de entrada, ocorre um dos cenários a seguir:</p><ul>
<li><p>A partícula reflete por meio de uma colisão elástica ou inelástica.</p></li>
<li><p>A partícula escapa através do limite e não é possível fazer o seu cálculo no ponto de impacto com o limite.</p></li>
<li><p>A partícula fica presa na parede e não é possível fazer o seu cálculo no ponto de impacto com o limite.</p></li>
<li><p>A partícula passa através de uma zona de limite interna, como um ventilador ou membrana porosa.</p></li>
<li><p>A interação partícula-limite é determinada por métodos definidos pelo usuário para modelar a reação da partícula quando ela atinge o limite.</p></li>
</ul><p>Com base na reação da partícula nos limites, as condições de limite de fluxo e as interfaces são reagrupadas em três tipos de condições de limite de partículas discretas: aberto, simetria e parede.<ul>
<li><p>Limite de partícula discreta aberto</p><p>Partículas ou linhas de fluxo podem sair do domínio computacional. Um limite aberto é um limite de entrada ou saída da fase de fluxo de fluido no sistema de Euler. Também aplica-se a limites de fluxo, como de parede e simetria. Em um limite de partícula aberto, a partícula sai do domínio ou entra no domínio, dependendo da sua direção de velocidade.</p><p>Vamos supor que <image href="../images_equations/Equation1304.png"/> seja o vetor normal da unidade para o limite aberto que aponta na direção para longe do domínio computacional, com a velocidade de limite da partícula <image href="../images_equations/Equation1305.png"/>. Se <image href="../images_equations/Equation1306.png"/>, o vetor de velocidade <image href="../images_equations/Equation1307.png"/> aponta para longe do domínio computacional. Isso indica que a partícula escapa através do limite e não é possível fazer o seu cálculo no ponto de impacto com o limite.</p></li>
<li><p>Limite de partícula de simetria</p><p>Quando uma partícula ou linha de emissão no domínio computacional atinge um limite de partícula discreta de simetria, a condição de limite reflete-a de volta ao domínio. Para a fase de partícula discreta, um limite de partícula de simetria, normalmente, corresponde a uma simetria de fluxo no sistema de Euler. Ele também pode ser um local para a liberação da partícula.</p><p>Vamos supor que <image href="../images_equations/Equation1308.png"/> seja o vetor de unidade normal a simetria no ponto <image href="../images_equations/Equation1309.png"> </image> da simetria, com sua direção apontando para longe da simetria, em direção ao domínio computacional. <image href="../images_equations/Equation1310.png"/> e <image href="../images_equations/Equation1311.png"/> são introduzidos para indicar o ângulo de velocidade de impacto da partícula no limite de simetria de partícula, conforme exibido na figura a seguir. Como a partícula reflete ao atingir a simetria, sua energia cinética total é conservada: a velocidade tangencial permanece a mesma, enquanto o componente de velocidade normal muda somente o sinal. A condição de limite de simetria de partícula é expressa da seguinte forma:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1312.png"/>
<p>Equação 2.387</p>
</fig><p>em que</p><table>
<tgroup cols="2"><colspec/><colspec/>
<tbody>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1313.png"/></entry>
<entry><p>ângulo no ponto <image href="../images_equations/Equation1314.png"/> da simetria (graus)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1315.png"/></entry>
<entry><p>magnitude da velocidade incidente da partícula (m/s)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1316.png"/></entry>
<entry id="MagnitudeOfParticleReflectedVelocit-587DEAD6"><p>magnitude da velocidade refletida da partícula (m/s)</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table><p><image href="../Images/Man_Streamline_Physics1.png"/></p></li>
<li><p>Limite de partícula de parede</p><p>Para gotículas líquidas, a interação gotícula-parede depende da temperatura da parede, do material e da rugosidade da parede, do ângulo de impacto e da velocidade de impacto, da existência de um filme de parede e de vários outros parâmetros. Como resultado, uma gama de submodelos é usada para reproduzir os tipos diferentes de interações parede-partícula. Esses submodelos levam em conta os impactos dos parâmetros de fluxo e das condições de limite de parede.</p><p>No modelo de partícula discreta atual, pressupõe-se que a forma, o tamanho e a massa das partículas permaneçam inalterados. Além disso, considera-se que o fluido e as partículas estejam em equilíbrio térmico. Portanto, uma abordagem simples descreve o processo de partículas (tem massa) em colisão com paredes: durante o processo de colisão, as partículas trocam momento somente com a parede e as partículas têm uma forma, dentre três, de interagir com a parede. As três formas são o reflexo perfeito, a adesão e o reflexo parcial.</p><image href="../Images/Man_Particle1.png"/><ul>
<li><p>Reflexo perfeito — A partícula ou linha de emissão reflete quando ela atinge uma parede. O momento e a energia cinética da partícula são perfeitamente conservados. O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão, enquanto o componente de velocidade normal da parede muda de sinal:</p><fig id="Equation2.388-632DB101">
<image href="../images_equations/Equation1317.png"/>
<p>Equação 2.388</p>
</fig><p>em que</p><table>
<tgroup cols="2"><colspec/><colspec/>
<tbody>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1318.png"/></entry>
<entry><p>vetor de unidade normal da parede</p></entry>
</row>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1319.png"/></entry>
<entry><p>ângulo no limite da parede (graus)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1320.png"/></entry>
<entry><p>magnitude da velocidade incidente da partícula (m/s)</p></entry>
</row>
<row>
<entry><image href="../images_equations/Equation1321.png"/></entry>
<entry><p>magnitude da velocidade de reflexo da partícula (m/s)</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></li>
<li><p>Adesão — A partícula colide com a parede, perde todo o seu momento, toda a sua energia e adere à parede: </p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1322.png"/>
</fig><p>Sem levar em consideração a acumulação de partículas ao longo da parede, não é possível fazer o cálculo da partícula no ponto de impacto com o limite.</p></li>
<li><p>Reflexo parcial — Condição de partícula de parede entre o reflexo perfeito e a adesão. Uma partícula ou linha de emissão reflete em uma parede, mas perde parte da energia em direção normal, tangencial ou direção normal e tangencial. A energia de momento e cinética da partícula não é conservada e o ângulo de incidência é, geralmente, maior que o ângulo de reflexão:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1323.png"/>
</fig><p>A perda de energia na interação partícula-parede é especificada por entradas do usuário:<ul>
<li><p>Perda de energia normal — Especifica a perda do componente normal de energia cinética de uma partícula na parede.</p></li>
<li><p>Perda de energia tangencial — Especifica a perda do componente tangencial de energia cinética de uma partícula na parede.</p></li>
</ul></p><p>No <ptcProduct conref="../../../conref_pn.dita#pubsTopic-1-A872B923/CreoFlowAnalysis-21EE8F04"/>, o reflexo ou adesão de uma partícula é determinados pelos valores especificados das velocidades normais mínima e máxima. Pressupondo que <image href="../images_equations/Equation1324.png"> </image> seja a velocidade normal máxima especificada da partícula e <image href="../images_equations/Equation1325.png"/> seja a velocidade normal mínima especificada da partícula, temos as condições a seguir:</p><ul>
<li><p>Se <image href="../images_equations/Equation1326.png"/> ou <image href="../images_equations/Equation1327.png"/>, a partícula é refletida ao atingir a parede.</p></li>
<li><p>Se <image href="../images_equations/Equation1328.png"/>, a partícula adere à parede.</p></li>
</ul><p>Os modelos de interações partícula-parede aplicam-se somente às partículas definidas como <uicontrol>Tem massa</uicontrol>. A partícula sem massa segue a linha de fluxo ao longo das paredes.</p><p>Observe que os limites de parede de partícula podem ser paredes externas e interfaces fluido-sólido. Como nos limites de partícula aberto e de simetria, as partículas podem ser liberadas a partir de um limite de parede.</p></li>
</ul></li>
</ul></p></section>
<section><title>Condições iniciais (liberação de partículas)</title><p>As condições iniciais fornecem os valores iniciais para todas as variáveis de fase discreta dependentes que descrevem as condições instantâneas de uma partícula individual. Para o rastreamento de partículas do sistema de Lagrange, o procedimento para determinar as condições iniciais envolve as liberações de partícula (frequência e distribuições) a partir dos limites (aberto, simetria, parede e interface) e a atribuição de propriedades a cada partícula.</p><p>Ao ativar <uicontrol>Release Particle</uicontrol>, os parâmetros ou variáveis a seguir são as condições iniciais para os movimentos de partícula:<ul>
<li><p><xref href="BoundaryConditions.dita">Frequência de liberação</xref></p></li>
<li><p><xref href="BoundaryConditions.dita">Liberação aleatória</xref></p></li>
<li><p><xref href="BoundaryConditions.dita">Raio de partículas</xref></p></li>
<li><p><xref href="BoundaryConditions.dita">Velocidade inicial</xref></p></li>
<li><p><xref href="BoundaryConditions.dita">Posição de liberação</xref></p></li>
</ul></p></section>
<section><title>Integração da equação de movimento da partícula</title><p>Para rastrear o movimento da partícula, as equações de trajetória de cada partícula são resolvidas (integradas) de forma analítica ou numérica em um sistema de Lagrange. A partir da <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.367-587CD8DF" scope="local" type="fig">equação 2.367</xref> e <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.386-587B7805" scope="local" type="fig">equação 2.386</xref>, as equações de movimento são reescritas da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.391-587D1806">
<image href="../images_equations/Equation1329.png"/>
<p>Equação 2.391</p>
</fig><fig id="Equation2.392-587D1741">
<image href="../images_equations/Equation1330.png"/>
<p>Equação 2.392</p>
</fig><p>em que <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1331.png"/></p></entry>
<entry><p>vetor de posição da partícula</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1332.png"/></p></entry>
<entry><p>inclui acelerações causadas por todas as outras forças, exceto a força de arrasto, como gravidade, efeitos de rotação e assim por diante</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></p><p>A <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.391-587D1806" scope="local" type="fig">equação 2.391</xref> e <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.392-587D1741" scope="local" type="fig">equação 2.392</xref> são um conjunto de equações diferenciais ordinárias acopladas. Com as condições iniciais e de limite fornecidas, o deslocamento da partícula, a <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.391-587D1806" scope="local" type="fig">equação 2.391</xref>, é calculado usando a integração de Euler de avanço da velocidade da partícula com relação ao passo de tempo, <image href="../images_equations/Equation1333.png"/>:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1334.png"/>
<p>Equação 2.393</p>
</fig><p>em que <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1335.png"/></p></entry>
<entry><p>novos valores</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1336.png"/></p></entry>
<entry><p>valores atuais</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1337.png"/></p></entry>
<entry><p>velocidade da partícula no passo de tempo atual</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table>No primeiro passo de tempo, <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1338.png"/></p></entry>
<entry><p>posição de liberação</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1337.png"/></p></entry>
<entry><p>velocidade inicial</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table>em que </p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1339.png"/>
<p>Equação 2.394</p>
</fig><p>Nesse método de integração de avanço, pressupõe-se que a velocidade da partícula calculada no início do passo de tempo prevaleça sobre o passo inteiro. No final do passo de tempo, a nova velocidade da partícula é calculada resolvendo a <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.392-587D1741" scope="local" type="fig">equação 2.392</xref> do momento da partícula. Pressupondo que <image href="../images_equations/Equation1340.png"/>, <image href="../images_equations/Equation1341.png"/> e <image href="../images_equations/Equation1342.png"/> sejam constantes no período de tempo <image href="../images_equations/Equation1343.png"> </image> e as propriedades de fluido usadas sejam obtidas do início do passo de tempo, no tempo <image href="../images_equations/Equation1344.png"> </image>, teremos a solução analítica da <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.392-587D1741" scope="local" type="fig">equação 2.392</xref>:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1345.png"/>
<p>Equação 2.395</p>
</fig><p>Para avaliar <image href="../images_equations/Equation1346.png"> </image> e <image href="../images_equations/Equation1347.png"/>, são necessárias variáveis de fluido, como densidade, viscosidade e velocidade, na posição da partícula. Eles são consideradas como valores de célula da fase do fluxo de fluido em que a partícula está atualmente localizada. Embora esse esquema analítico seja eficiente, ele pode tornar-se impreciso para passos de tempo grandes e em situações nas quais as partículas não estejam em equilíbrio hidrodinâmico com o fluxo de fluido contínuo. Neste caso, os esquemas numéricos integram a <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.392-587D1741" scope="local" type="fig">equação 2.392</xref>.</p></section>
<section><title>Acoplamento partícula-fluido</title><p>Na abordagem de Euler-Lagrange, pressupõe-se que o fluxo de fluido contínuo afete a reação da partícula por meio da transferência de forças, calor e massa. Por exemplo, o termo de força <image href="../images_equations/Equation1348.png"/> na <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.370-587A60B7" scope="local" type="fig">equação 2.370</xref> de balanceamento de forças da partícula refere-se à força de arrasto aerodinâmica do fluxo na partícula. Embora a fase de partícula seja considerada discreta e não desloque o fluido no volume, as partículas podem exercer uma influência de oposição no fluxo de fluido por meio das trocas de momento e, possivelmente, de massa e calor. O efeito das partículas no fluxo é chamado de acoplamento partícula-fluido. Há duas categorias: <ul>
<li><p>Acoplamento unidirecional</p><p>O acoplamento unidirecional permite que o fluido influencie as trajetórias de partículas, mas as partículas não têm nenhum efeito sobre o fluido. Para partículas sem massa, a interação partícula-fluido é um acoplamento unidirecional: as partículas movem-se com o fluxo de fluido. Para partículas que têm massa, o acoplamento unidirecional pode ser uma abordagem aceitável em fluxos com baixa carga de fase dispersa, em que as partículas têm influência insignificante sobre o fluxo de fluido.</p><p>Para a fase fluida contínua, o campo de fluxo é calculado como um fluxo de fluido de única fase sem a existência da fase de partícula dispersa. Em seguida, o movimento de partículas é rastreado com base no fluxo calculado e nas condições iniciais. Para um fluxo de estado estável, o rastreamento de partícula ocorre depois que a solução de fluxo convergido da fase contínua é obtida ao resolver as equações de continuidade e de Navier-Stokes. Para uma simulação de fluxo transiente, os movimentos de partícula são rastreados no final de cada passo de tempo da simulação de fluxo.</p></li>
<li><p>Acoplamento bidirecional</p><p>Para partículas com massa, o acoplamento bidirecional permite que o fluido influencie as trajetórias de partículas. Ele também leva em conta o efeito de partículas na fase fluida contínua. Sem a inclusão das transferências de massa e de calor, a interação bidirecional entre o fluido e as partículas somente diz respeito à troca de momento. Para o momento transferido da fase contínua para a fase discreta, ele é calculado por meio do rastreamento do momento ganho ou perdido por cada partícula individual à medida que ela passa por um volume de controle. No acoplamento bidirecional, as trocas de momento entre partícula e fluido devem ser incluídas nas equações de momento de fluido para levar em conta o efeito das trajetórias de fase discreta sobre o contínuo. Na <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.386-587B7805" scope="local" type="fig">equação 2.386</xref>, somente a força de arrasto é considerada para a troca de momento entre partícula e fluido e é adicionada nas equações de momento. Observe que, para partículas sem massa, nenhum termo de intercâmbio é calculado entre elas e o fluxo de fluido, para que as trajetórias de fase discreta não tenham impacto sobre o contínuo.</p><p>Para incluir os efeitos de arrasto entre partícula e fluido nas equações de momento de fase contínua, a força de arrasto para cada partícula que se move através do fluxo é aplicada no volume de controle em que a partícula está localizada durante o passo de tempo. Para a partícula <image href="../images_equations/Equation1349.png"> </image>, sua origem de momento causada por arrasto <image href="../images_equations/Equation1350.png"/> é calculada na equação diferencial a seguir:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1351.png"/>
<p>Equação 2.396</p>
</fig><p>E a origem da partícula para a fase contínua é o termo de origem <image href="../images_equations/Equation1352.png"/> multiplicado pela taxa de fluxo de número dessa partícula (taxa de fluxo de massa dividida pela massa da partícula):</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1353.png"/>
<p>Equação 2.397</p>
</fig><p>em que <table>
<tgroup cols="2"><colspec colname="col1"/><colspec colname="col2"/>
<tbody>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1354.png"/></p></entry>
<entry><p>passo de tempo</p></entry>
</row>
<row>
<entry><p><image href="../images_equations/Equation1355.png"/></p></entry>
<entry><p>taxa de fluxo de massa da partícula</p></entry>
</row>
</tbody>
</tgroup>
</table></p><p>Pressupondo que <image href="../images_equations/Equation1356.png"/> seja o número de partículas que passam por um volume de controle no passo de tempo <image href="../images_equations/Equation1357.png"/>, teremos o termo de origem total de partícula para fluido da seguinte forma:</p><fig>
<image href="../images_equations/Equation1358.png"/>
<p>Equação 2.398</p>
</fig><p>Com a adição da força de arrasto entre partícula e fluido, as equações de controle resolvidas para a fase contínua são expressas da seguinte forma:</p><fig id="Equation2.399-587DA8A1">
<image href="../images_equations/Equation1359.png"/>
<p>Equação 2.399</p>
</fig><fig id="Equation2.400-587DA96F">
<image href="../images_equations/Equation1360.png"/>
<p>Equação 2.400</p>
</fig><p>Com o acoplamento unidirecional, <image href="../images_equations/Equation1361.png"/>, a fase fluida contínua é controlada pelas equações exatas de continuidade e momento de única fase. Para o acoplamento bidirecional, temos o termo de origem adicional de força de arrasto entre partícula e fluido. A <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.399-587DA8A1" scope="local" type="fig">equação 2.399</xref> e <xref format="dita" href="#DiscreteParticleModel/Equation2.400-587DA96F" scope="local" type="fig">equação 2.400</xref> são resolvidas de forma idêntica à equação de fluxo de única fase.</p></li>
</ul></p></section>
</pubsBody>
</pubsTopic>
